43º Programa Cuide da sua saúde: Alergias Alimentares e Intolerâncias, 3 Abril 2014

Podcast RDP Internacional

 

Intolerâncias Alimentares: Lactose e Glúten

As intolerâncias alimentares são uma reação adversa do organismo a certos alimentos, envolvendo uma resposta não imunológica (reação mais lenta e mediada pelas Ig G). Alguns dos sinais e sintomas envolvem alterações gastrintestinais com diarreias, flatulência, meteorismo, azia, más digestões, sensação de enfartamento, náuseas, cólicas e distensão abdominal.

Intolerância ao Glúten

O glúten é o conjunto de proteínas constituintes do grão de alguns cereais como o trigo, centeio, cevada, espelta, aveia e kamut. Alguns indivíduos desenvolvem reações orgânicas exacerbadas de intolerância aos alimentos ou subprodutos dos alimentos que contêm glúten (existem inúmeros produtos alimentares que o contêm). Quando este tipo de reações ocorrem podemos estar perante uma intolerância ao glúten ou à doença celíaca, em cujos indivíduos desenvolvem um quadro severo de sintomas como a perda de apetite, perda de peso, diarreia e/ou obstipação, fadiga, anemia, etc. Trata-se de uma doença autoimune por intolerância alimentar crónica ao glúten, em que o organismo desenvolve uma reação imunológica exacerbada, provocando lesões que afetam a mucosa do intestino delgado e que impede a correta absorção de nutrientes essenciais.

A doença celíaca requer uma dieta isenta de alimentos ou subprodutos que contenham glúten e deve envolver o acompanhamento clínico especializado.

 

Principais Sintomas da Doença Celíaca

Diarreia, prisão de ventre, rinite, sinusite e alterações da pele, enxaquecas, sensação de inchaço, emagrecimento, anemia, aumento da gordura abdominal, sensação de perda de energia depois de comer certos alimentos (fadiga e sonolência pós-prandial), alergias, má absorção de nutrientes, diarreia, flatulência, inchaço, má digestão, perda de peso, fadiga crónica, má concentração, entre outros sintomas.

Alimentos sem Glúten

Como alternativa, pode optar-se pelo consumo de alimentos sem glúten, tais como a soja, a batata, o milho, o trigo sarraceno, o amaranto, a mandioca ou a quinoa, etc. Existem no mercado inúmeros produtos isentos de glúten.

 

Intolerância à Lactose

A lactose é um tipo de açúcar que está presente no leite e seus derivados. No organismo das pessoas que são intolerantes à lactose, normalmente existe a diminuição da atividade ou deficiência da enzima que degrada a lactose presente no leite –  a lactase. A Lactase é uma enzima que deixa de ser produzida convenientemente à medida que a idade avança. A lactase é  essencial para digerir a lactose do leite, para ser absorvida pela corrente sanguínea. Quando a lactose não é convenientemente degradada em partículas menores que permitem a sua digestão e absorção chega intacta ao intestino e pode causar inúmeras alterações intestinais e outros sintomas como desconforto abdominal, dor, nausea, enxaquecas, alergias, problemas de pele, diarreia, flatulência e inchaço abdominal.

Como alternativa, pode optar-se pelo leite sem lactose ou bebidas vegetais como a soja, a aveia, a espelta, o arroz ou o coco. Estas bebidas não são substitutas do leite, pois o leite é um alimento insubstituível, mas têm caraterísticas em termos organoléticos (cor, sabor, textura) muito idênticas.

Já existem no mercado inúmeros alimentos sem glúten e sem lactose.

Cada vez mais pessoas desenvolvem intolerâncias alimentares à lactose e ao glúten e manifestam determinados sintomas sem se aperceberem de que estão relacionados o consumo de certos alimentos que os contêm. O ideal é realizarem-se análises e testes de Alergias alimentares. Contudo, a melhor forma de se perceber se existe algum tipo de intolerância é através da experimentação e do consumo dos alimentos ricos em glúten ou lactose durante determinados períodos e perceber a reação orgânica aos mesmos.

 

Alergias Alimentares: Proteínas do Leite e do Ovo

Contrariamente, as alergias alimentares já implicam uma resposta imunológica inflamatória (IgE), em que o sistema imunológico reage de forma exacerbada ou exagerada a uma determinada substância alergénica. Os indivíduos com alergia à proteína do leite e do ovo podem manifestar um conjunto de alterações orgânicas tais como alterações gastrintestinais, alergias, asma, rinite, urticária, dermatite, prurido, inchaço da língua e dos lábios e em situações mais graves pode ocorrer o choque anafilático (edema da glote, com asfixia e risco de vida).

Alergia às Proteínas do Leite: Um dos tipos mais comuns de alergias é a alergia à proteína do soro de leite de vaca. Apesar de poder afetar pessoas em qualquer idade, as crianças são as mais afetadas.

As bebidas de soja, arroz, espelta ou aveia são boas alternativas ao consumo de leite.

Alergia às Proteínas do Ovo: A proteína do ovo também pode causar alergia em certos indivíduos. Os ovos têm grande capacidade alergénica e devem ser abolidos completamente nos indivíduos alérgicos. Esta restrição também se aplica a todos os produtos que contenham vestígios de ovo da dieta dos indivíduos que manifestem evidente reação alérgica.

Outras alergias alimentares comuns são ao marisco. As pessoas alérgicas ao marisco devem ter especial cuidado na toma de suplementos alimentares, nomeadamente de suplementos à base de sulfato de glucosamina e outros derivados da carapaça dos crustáceos e do marisco.

 

Cuide da Sua Saúde.