Medicina Integrada no Diagnóstico e na Prevenção do Cancro do Pulmão


As Doenças pulmonares afetam cada vez mais a população. O cancro do pulmão é a doença mais mortal, sendo a segunda causa de morte por doença oncológica em Portugal. No entanto, se o diagnóstico for feito precocemente, as hipóteses de sobrevivência aumentam.
Saiba quais os principais sinais e sintomas do cancro do pulmão. Descubra as melhores formas de prevenir a doença, que afeta sobretudo os fumadores, mas que pode atingir qualquer pessoa.

O Cancro do Pulmão em Portugal

O Cancro do Pulmão é responsável pela maior taxa de mortalidade no grupo das doenças oncológicas, provocando a morte de cerca de 10 pessoas por dia e cerca de 3.500 por ano.
Desenvolve-se, geralmente, de forma assintomática.
Nos estádios mais avançados, apenas 15% dos casos apresentam expetativas de vida superiores a 5 anos.
Porém, num estádio pré-clínico, em que a doença se encontra ainda localizada, e se for detetada a tempo, 50% a 90% dos casos apresentam expetativas de sobrevivência superiores a 5 anos.
O exame é, pois, fundamental, uma vez que o diagnóstico precoce é determinante para o sucesso do tratamento.
O aconselhamento de um profissional de saúde é fundamental para esclarecer o paciente acerca dos malefícios do tabaco, das suas consequências na saúde e das alternativas á cessação ou desabituação tabágica.

A Importância do Diagnóstico Precoce do Cancro do Pulmão
Numa Consulta de Naturopatia ou de Homeopatia, através da anamenese (sintomas objetivos e subjetivos) realizada ao paciente, é possível detetar-se a possibilidade existência de determinadas alterações.
A análise Iridológica, é um excelente método auxiliar de diagnóstico das doenças pulmonares. A identificação de alterações da pigmentação na região da íris relacionada com o pulmão, pode ajudar a detetar pré-disposições para determinadas disfunções orgânicas.
Numa Consulta de Osteopatia, através da deteção de alterações músculo-esqueléticas e da coluna vertebral, que podem refletir muitas doenças, inclusive do pulmão (dorsalgias, dores torácicas, dores abdominais), e, através da anamenese, também é possível despistar algumas situações relacionadas com a existência de patologia pulmonar. Nalguns casos, as dores ósseas e ao nivel das costas (especialmente ao nível dorsal), podem também ser reflexo de doenças oncológicas, nomeadamente, do pulmão.
No entanto, a necessidade de confirmação por outros meios complementares de diagnóstico é fundamental. É por isso importante a complementaridade médica e uma abordagem integrada do paciente.
Fatores de Risco Associados ao Cancro do Pulmão
- Principal Fator de Risco: Fumar - os fumadores ativos representam mais de 90% dos casos primários do cancro do pulmão. Os ex-fumadores podem também estar sujeitos a esta doença, pois o risco, embora diminuído com o abandono do tabaco, mantém-se durante alguns anos.
- Exposição ao fumo (fumadores passivos)
- Exposição a determinados poluentes ou elementos radioativos

Idade: Afeta sobretudo Indivíduos com mais de 50 anos de idade

Sexo: Masculino (é mais frequente nos homens), ainda que esteja a aumentar a incidência nas mulheres e, nalguns países, já ultrapasse a ocorrência do cancro da mama.

História Clínica - Doença pulmonar obstrutiva; Fibrose pulmonar; Antecedentes Familiares de Cancro do pulmão


É muito importante Identificar determinados sintomas frequentes do cancro do pulmão, que o doente possa não relacionar com o mesmo, tais como:
- Astenia – cansaço sem esforço / Cansaço persistente
- Sintomas respiratórios: Tosse; aumento de expetoração; Expetoração com sangue; Falta de ar; Pneumonias de repetição; Rouquidão; Pieira; Bronquite;
- Dor Torácica
- Perda de apetite / Perda de peso inexplicada; Dificuldade em engolir;
- Tosse crónica e irritativa, que pode levar a cansaço extremo;
Outros Sintomas que poderão estar associados nalguns casos:
- Tristeza, depressão, apatia, desmotivação;
- Antecedentes de choques emocionais;
- Dorsalgias (dores na região dorsal), dores ósseas, dores abdominais.
Rastreio do Cancro do Pulmão
Os fumadores representam mais de 90% dos casos primários de cancro do pulmão, o que dá pouca sustentação ao Screening em não fumadores, excetuando os casos de exposição ao fumo (fumadores passivos), antecedentes familiares e ex-fumadores.


Hoje em dia, são bastantes os casos de cancro diagnosticados em ex-fumadores, pois embora o risco seja bastante reduzido com o abandono do tabaco, um risco acrescido mantém-se durante cerca de 16 anos após a cessação tabágica.
A morte por cancro do pulmão pode ser prevenida em cerca de 85% dos casos clínicos, através de uma combinação de esforços na cessação de hábitos tabágicos e na deteção precoce.
Tal como a doença coronária, o cancro do pulmão desenvolve-se sem sintomas. Quando descoberto na fase inicial, as hipóteses de cura são maiores.
E o perigo aumenta porque os sinais nem sempre são facilmente identificáveis, nem detetáveis pelos exames convencionais.

 

Exames Complementares de Diagnóstico no Rastreio do Cancro do Pulmão

A Tomografia de baixa dose por EBT do Life Beat, permite realizar o rastreio do cancro do pulmão, ao identificar lesões cancerígenas num estádio precoce de desenvolvimento. Um estudo realizado pelo Instituto Nacional do Cancro dos EUA, publicado o ano passado, concluiu pela primeira vez que o diagnóstico por imagem computarizada, reduz em 20% a mortalidade num grupo de risco para este tipo de cancro. Fumadores ativos, com idade compreendida entre os 55 e os 74 anos, ex-fumadores há 15 anos ou menos e com historial de mais de 30 UMA – Unidades Maço Ano (Nº de cigarros por dia/20 X Nº de anos a fumar) – inserem-se no grupo de pessoas com risco elevado, às quais se destina o rastreio.
Segundo o Pneumologista Dr. Júlio Semedo, "apesar do Rx do Tórax também ser eficaz na deteção de nódulos pulmonares, não demonstrou, do ponto de vista clínico, contribuir para a diminuição efetiva da mortalidade."
O especialista afirma ainda que, "além do screening do cancro do pulmão, a EBT permite também diagnosticar o Enfisema Pulmonar, com incidência crescente nos fumadores e ex-fumadores. Uma das suas mais valias prende-se, no entanto, com a segurança, dado que, com a EBT, a exposição à radiação é inferior à da TAC´s convencionais". Este é um fator determinante, salienta o médico, pois "quem se submete ao exame não apresenta sintomas, logo o prejuízo da radiação não pode nunca superar os benefícios do exame".
A Tomografia por EBT com baixa dose de radiação também permite a deteção de nódulos pulmonares e doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC).

 

Medidas Preventivas do Cancro do Pulmão

A prevenção e o diagnóstico precoce são a melhor forma de promover a saúde e de reduzir o risco de desenvolvimento de patologias, contudo é ainda importante não esquecer a adoção de um estilo de vida saudável, que inclui uma correta alimentação e a prática frequente de exercício fisico.
Ainda que não exista propriamente uma única forma de prevenir o cancro do pulmão, exceto, a eliminação dos hábitos tabágicos ou da exposição a ambientes poluídos pelo fumo do tabaco (e outros poluentes), existem algumas medidas que podem ajudar na sua prevenção, nomedamente:
- Evitar a exposição tabágica, caso seja fumador passivo;
- Evitar fumar compulsivamente; tentar fazer uma gestão horária: por exemplo, começar por fumar de hora a hora e gradualmente passar a fumar de duas em duas horas, até eliminar totalmente o hábito; Na desabituação tabágica, procurar formas de tratamento eficazes para promover a eliminação definitiva (A Organização Mundial de Saúde aconselha alguns métodos eficazes na cessação tabágica);
- Tentar substituir o hábito de fumar por outro, como menos efeitos negativos;
- Implementar hábitos de restrição do consumo de tabaco (em determinados locais, a determinadas horas, em períodos em que se sente suficientemente relaxado)
- Procurar a ajuda de um profissional de saúde para abandonar o hábito tabágico;
- Existem diversas terapias que podem ajudá-lo a deixar de fumar, tais como a hipnose clínica ou a Programação Neuro-linguística;
- Implementar uma cozinha aromática, para ajudar a apurar os paladares e a reduzir a vontade de fumar;
- Recorrer a uma consulta de Homeopatia: a prescrição de determinados remédios homeopáticos pode ajudar a reduzir os sintomas da abstinência tabágica (Ex. Tabacum)
- Procure a ajuda de um acupuntor e naturopata, na desabituação tabágica;
- Manter uma atitude proativa em relação à Saúde;
- Prevenir o impacto dos choques emocionais e das emoções, nomeadamente, a tristeza, que pode afetar o meridiano do pulmão e tornar o indivíduo mais pre-disposto a problemas pulmonares;
- Nos fumadores, aconselha-se o consumo diário de um suplemento de Vitamina C (baixa consideravelmente a sua concentração nos fumadores);
- Implementar a toma de suplementos alimentares, tais como:
- Betaglucano (mucopolissacáridos) – proveniente de cogumelos asiáticos ou europeus; Vitaminas do Complexo B; Complexo multi-vitamínico e multimineral; Sabugueiro e Equinácia (Aumentam as defesas orgânicas); Valeriana e Passiflora (comabatem a ansiedade da abstinência tabágica); Propolis; Oligoelementos (cobre-ouro-prata); Selénio; Zinco; Vitaminas A, C e D; Coenzima Q10; Suplementos probióticos para reequilibrar a microflora intestinal;


Referências Bibliográficas:
The New England Journal of Medicine; Reduced Lung – Cancer mortality with Low-Dose Computed Tomographic Screening; "4/Agosto de 2011; Vol. 365; NO.5

 

 

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