GUIA DE MEDICINA INTEGRADA NO DIAGNÓSTICO E NA PREVENÇÃO DO CANCRO DO CÓLON


No início de um Novo Ano é importante refletir sobre novas formas de abordar a saúde. As Terapêuticas Não Convencionais e a Medicina Convencional podem complementar-se para dar lugar a um novo conceito de saúde: Medicina Integrada – O Paradigma da Nova Medicina para o Século XXI.
O objetivo deste Guia é fornecer informações numa perspetiva de medicina integrada, para os problemas que mais afetam a saúde da população portuguesa.
Medicina Integrada no Diagnóstico e na Prevenção do Cancro do Cólon
Anualmente são diagnosticados em Portugal mais de 7000 novos casos de cancro do cólon. A taxa de mortalidade é superior a 50 por cento.
A maioria dos pacientes com cancro do cólon não tem fatores predisponentes, detetáveis na história clínica e a doença tem um crescimento lento, podendo surgir alguns anos, antes de evidenciar qualquer tipo sintomatologia.


A Importância do Diagnóstico Precoce das Doenças do Cólon


Numa Consulta de Naturopatia ou Homeopatia, através da anamenese (sintomas objetivos e subjetivos) realizada ao paciente, é possível avaliar o funcionamento intestinal e detetar-se a existência de alterações do ritmo intestinal: obstipação, diarreia ou alternância de fases; presença de mucosidades e sangue nas fezes, hemorroidal, dor ao evacuar, entre outros sintomas.

A análise Iridológica, é um excelente método auxiliar de diagnóstico das patologias do intestino.
Numa Consulta de Osteopatia, através da deteção de alterações na coluna vertebral, que podem refletir muitas das doenças associadas ao intestino, e, através da anamenese, também é possível despistar algumas situações relacionadas com a existência de patologia intestinal. Nalguns casos, as dores ao nivel das costas (especialmente ao nível lombar e sagrado), podem também ser reflexo de doenças oncológicas, nomeadamente, do cólon e do reto.
No entanto, a necessidade de confirmação por outros meios complementares de diagnóstico é fundamental. É por isso importante a complementaridade médica e uma abordagem integrada do paciente.
Embora a maioria dos pacientes com cancro no cólon não tenha fatores predisponentes, detetáveis na história clínica, existem alguns fatores de risco, cuja despistagem requer maior urgência.

Fatores de Risco Associados ao Cancro do Cólon:


Idade
90% dos casos de cancro do cólon ocorrem depois dos 50 anos.


Antecedentes Pessoais
Doentes com história pregressa de neoplasia (cancro da mama, útero, ovários), têm risco acrescido de cancro do cólon.
História Familiar
25% dos doentes com cancro do cólon têm antecedentes familiares, o que aumenta o risco de incidência com o número de casos de parentes afetados pela doença.
Doenças Inflamatórias do Cólon
O risco de cancro do cólon aumenta nos doentes com colite ulcerosa ou doença de Crohn.


Fatores Dietéticos
As dietas ricas em gorduras animais e carnes vermelhas são associadas a um aumento do risco de cancro do cólon e as ricas em legumes, fruta e fibras, a uma diminuição do risco.
Identificar a Presença de Fatores de Risco
É muito importante Identificar determinados sintomas frequentes do cancro do cólon, que o doente possa não relacionar com o mesmo, tais como:
- Astenia – cansaço sem esforço ; Perda de peso inexplicada;
- Alterações do ritmo intestinal (obstipação alternada com diarreia); Dores abdominais;
- Tenesmo Retal (falsa vontade e urgência de defecar)
- Presença de Sangue (escuro ou vivo) nas Fezes (sendo necessário o despiste por meios auxiliares de diagnóstico)


Meios Complementares de Diagnóstico


Segundo o Especialista em Medicina Interna - Dr. Pedro Barreiros, caso o paciente apresente os fatores de risco referidos e se verifiquem as alterações acima descritas, é fundamental a realização de exames complementares de diagnóstico para a deteção precoce do cancro do cólon: "Se a suspeição for elevada, é imperativa a realização da colonoscopia total, para eventual biópsia e exame anátomo-fisiológico. Se for menor, e porque a endoscopia acima sugerida é invasiva e em alguns casos, difícil, pelas caraterísticas anatómicas do doente, devemos recorrer a técnicas de imagiologia, nomeadamente, a colonoscopia virtual (colonografia por tomografia computorizada) ou clister opaco com duplo contraste. Destas técnicas, a primeira, para além de emitir menos radiação, tem um grau de deteção de pólipos (lesão de alarme) de cerca de 90% da colonoscopia endoscópica." Explica o especialista.
O especialista afirma ainda que "os adenocarcinomas do colón ou cancro do cólon, têm um crescimento lento e podem surgir alguns anos, antes de apresentarem qualquer tipo sintomatologia." Daí a importância da prevenção, do rastreio e do diagnóstico precoce deste tipo de patologia.

 

Colonoscopia Virtual: Apostar em métodos de Diagnóstico pouco invasivos

A Colonoscopia Virtual é um exame minimamente invasivo e não necessita de sedação, ao contrário da colonoscopia tradicional, não implica introdução de uma sonda no cólon e não tem praticamente risco de perfuração.
Está Indicado para homens e mulheres com mais de 50 anos ou com antecedentes familiares de cancro do cólon.
Para além de revelar a existência de pólipos com potencial de evolução para cancro do cólon, permite detetar também no mesmo exame outras patologias na região em estudo, nomeadamente: avaliar a existência de aneurisma da Aorta (AAA), o despiste de patologias no estômago, fígado, pâncreas/baço, rins, intestinos, bexiga e próstata, e a visualização das estruturas ósseas envolventes.
A maioria dos cancros do cólon e reto, desenvolvem-se a partir de lesões
benignas no intestino grosso ou cólon, conhecidas como pólipos. A sua
evolução é muitas vezes assintomática, daí a importância do rastreio no doente assintomático. Na grande maioria dos casos estes tumores são curáveis quando detetados precocemente.
A Colonoscopia Virtual no Life Beat é realizada com um equipamento de
Tomografia Computorizada (TC) com baixa dose de radiação (EBT). As imagens obtidas assemelham-se às de um exame TC à zona abdominal e pélvica, contudo são posteriormente analisadas por um software que fará o seu processamento tridimensional, reconstruindo o interior do cólon virtualmente.

 

Medidas Preventivas do Cancro do Cólon

- Manter uma boa higiene fisiológica e hábitos intestinais diários;
- Analisar frequentemente o aspeto das fezes e identificar anormalidades;
- Evitar o uso abusivo de laxantes para regularizar o trânsito intestinal e combater a obstipação. O uso frequente e prolongado do sene (Cassia anguistifolia) pode causar irritabilidade do cólon e provocar lesões na mucosa intestinal. Deve preferir-se o uso de plantas medicinais tais como o Psylium, Ispagula e Maná;
- Aumentar a ingestão de água, para promover os peristaltismos intestinais (beber água morna em jejum, pode ajudar a estimular o nervo vagal e melhorar o funcionamento intestinal);
- Recorrer á Hidroterapia digestiva para realizar uma limpeza intestinal (evita a toxémia intestinal geradora de muitos problemas de saúde, tais como doenças alérgicas, doenças foro imunológico, doenças respiratórias, doenças de pele e do sistema nervoso);
- Combater o meteorismo e flatulência intestinal, recorrendo a plantas medicinais aromáticas como o anis, cominhos, funcho, hortelã-pimenta, segurelha ou o carvão vegetal;
- Equilibrar a Microflora intestinal e o equilíbrio ácido-base, através da alimentação;
- Incluir na culinária as sementes de Chia e Linho; cereais: cevada, trigo, aveia; arroz integral;
- Aumentar o consumo de alimentos probióticos (essenciais ao ecossistema intestinal) e fibras prebióticas (solúveis);
- Implementar suplementos alimentares: Ácidos gordos Ómega 3; Papaia fermentada; Magnésio, Vitamina D, Betacaroteno, Vitaminas A, C e E, Enzimas digestivas, Zinco;
- Preferir Óleos Vegetais: Azeite, Linhaça, Colza, Grainha de uva,Rícino (uso moderado);
- Consumir frutos da época, leguminosas, legumes e cereais integrais com pouco glúten (millet, espelta, trigo serraseno); preferir alimentos de agricultura biológica;
- Reduzir o consumo de carnes vermelhas, leite e gorduras saturadas;
- Equilibrar a Micoflora intestinal: Preferir os produtos láteos fermentados (especialmente de cabra e ovelha), ricos em bactérias probióticas: Iogurte (Streptococcus thermophillus, Lactobacillus bulgaricus); Leite fermentado (Lactobacillus acidophillus; Bifidobacterium bifidum) ou Kéfir (Lactobacillus, Sacharomyces).

 

 

 

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