Dores nas Costas e Emoções

As dores nas costas afectam cada vez mais portugueses. Porém, quando recorrem a uma consulta médica, o mais provável é trazerem uma receita de analgésicos ou de anti-inflamatórios. Mas se a causa das dores estiver relacionada com o seu estado emocional? Saiba de que forma as emoções podem afectar a sua saúde.

 

 

As dores nas costas constituem a principal queixa da maioria dos pacientes que acorre às consultas de clínica geral. É uma realidade que as lombalgias são o tipo de dor mais frequente ao nível da coluna vertebral e que constituem a primeira causa de abstinência laboral, incapacidade temporária para actividades e de reforma antecipada.
As causas podem ser várias (traumáticas, degenerativas, inflamatórias), mas normalmente são combatidas com fármacos analgésicos e anti-inflamatórios, que aliviam temporariamente as dores mas que, muitas vezes, não combatem a sua origem.
Num estudo publicado na Revista Scientific American, o uso de medicamentos com acção anti-depressiva e ansiolítica pode ser mais eficaz no tratamento de dores nas costas do que os tradicionais fármacos.
A tendência imediata é a de relacionar as dores nas costas com os músculos tensos, má postura, movimentos inadequados ou esforços excessivos. É verdade que estas são causas reais, mas, habitualmente, as pessoas esquecem-se de que grande parte da tensão acumulada está relacionada com questões emocionais, tais como raiva, preocupação, medo, angústia, frustração, depressão e falta de auto-estima, provocadas por diversas circunstâncias da vida, como insatisfação profissional, questões familiares, relacionamentos desarmoniosos, etc.

Coluna Vertebral – O Eixo Principal do Corpo
A coluna vertebral é um eixo central, onde muitas vezes se manifestam e reflectem diversas alterações emocionais, tais como a ansiedade e frustração, funcionando como uma estrutura de impacto, onde se descarregam todos os estados emocionais.
As dores na coluna cervical podem estar relacionadas com o plano do consciente, onde as preocupações conscientes se manifestam. Na coluna dorsal com o subconsciente, onde os estados emocionais latentes e os medos e preocupações se manifestam. E na coluna lombar com o plano do inconsciente, relacionado com as preocupações financeiras e as preocupações de que não temos verdadeira consciência.
É também ao nível da coluna vertebral que se reflectem muitas vezes sintomas de doenças orgânicas - cálculos renais ou biliares, obstipação, tumores e doenças psicossomáticas - depressão, ansiedade, stresse e transtornos psicológicos de diversa natureza.
No entanto, a coluna vertebral também pode ser geradora de perturbações orgânicas e psicológicas.
A avaliação de um paciente com dores nas costas pode ser difícil, pois as causas podem ser variadas, mas o tratamento ainda requer maior rigor e uma abordagem holística, que contemple o indivíduo como um todo. Isto não significa submeter o paciente a uma panóplia de exames complementares de diagnóstico (mas também pode passar por isso), que muitas vezes não conduzem a uma validação ou confirmação das queixas dos pacientes.

O papel das Emoções no aparecimento de Dores nas Costas
A ciência demonstrou há muito que o corpo e a mente se interligam e se sintonizam em termos de funcionamento. Mais recentemente, o neurocientista António Damásio no seu livro intitulado " O livro da Consciência", desmistifica a ideia de que a consciência é algo separado do corpo.
O sistema límbico, que é considerado o "cérebro das emoções", do qual dependem sobretudo as emoções básicas, como o medo e a raiva, envolvendo as emoções cognitivas superiores, como o amor, a culpa, a vergonha, o orgulho e o ciúme, mais de processamento cortical, em que o pensamento e processamento cognitivo contribuem para o aparecimento da emoção.
As emoções, como parte integrante da natureza humana, têm em termos de expressividade uma correspondência fisiológica. Em função do nosso estado de humor, tudo muda no nosso corpo, desde o simples sorriso ao franzir das sobrancelhas, ao batimento cardíaco, sudação e aumento da pressão arterial.
As sensações internas e as alterações corporais da emoção obrigam o organismo a cometer ou a evitar determinados actos, tendo desempenhado um papel crucial na sobrevivência da nossa espécie, por exemplo ao preparar o corpo para a fuga ou para a luta perante estímulos perigosos.
Como ser social que somos, as emoções desempenham igualmente um papel importante, na medida em que as suas expressões exteriores fornecem informação ao outro e possibilita-lhe aprender com as nossas experiências.
As emoções tornam-se uma espécie de "linguagem universal", em que as expressões faciais, que correspondem às emoções básicas, são as mesmas em todo o mundo. Quem não identifica no rosto do outro emoções como a alegria, o medo, a raiva, a angústia, a aversão ou a surpresa, mesmo que a pessoa não as transmita verbalmente. Apesar de todas as culturas assumirem as suas próprias regras, que definem as formas socialmente aceitáveis e expressão emocional, as reacções biológicas às emoções básicas são automáticas, escapando ao controlo voluntário.
A sociedade actual confronta-nos muitas vezes com exigências e pressões com que nos deparamos no dia-a-dia, seja no trabalho ou em casa.
Como seres humanos, vamos processando as informações e estímulos (exteriores e interiores) que nos chegam e geramos inevitavelmente emoções que, tal como nos nossos antepassados, se traduzem em manifestações e expressões corporais. É a adequada gestão entre o racional e o emocional que conduz a pessoa a comportamentos adequados e facilitadores da sua plena integração.
Em termos emocionais, são as emoções negativas as que acarretam maior sofrimento, para o próprio e para os outros, sendo muitas vezes e por diversos motivos (quer como defesa inconsciente da pessoa, quer por reforço da própria sociedade e contexto que a envolve) reprimidas e "escondidas", ou seja, não aceites nem verbalizadas, o que impossibilita a sua adequada gestão e resolução
Atendendo a que as emoções têm sempre de se libertar, o corpo torna-se a sua única via de expressividade e libertação. Assim, os estados emocionais negativos, sobretudo se intensos e continuados, colocam o nosso corpo sobre enorme pressão e sobrecarga, originando ou contribuindo para o aparecimento de doenças.
Em termos fisiológicos, a explicação prende-se com a possibilidade de tradução das emoções em respostas somáticas no eixo hipotálamo-hipófise – suprarrenal, sendo que, as descargas emocionais como o stresse, interferem na sintonia entre o cérebro e os sistemas endócrino e imunológico, desencadeando uma série de problemas, inclusive alterações de funções orgânicas.
A resposta do organismo ao stresse, através da acção do sistema nervoso central, do sistema nervoso vegetativo e do sistema hormonal, pode levar à manifestação de diversos transtornos emocionais – agressividade, angústia, insónias, diminuição da concentração e atenção e outras alterações psicossomáticas, que poderão traduzir-se por diversos tipos de transtornos, nomeadamente, neuromusculares, através de dores nas costas, dores musculares e articulares.
O stresse crónico pode gerar certos estados de depressão e de fadiga crónica, que aumentam as dores nas costas.
Estamos perante o conhecido processo de somatização bastante doloroso, quer física, quer emocionalmente.
A depressão e o stresse decorrente de um luto ou de uma separação conjugal, bem como a perda de emprego, estão entre as situações que mais deflagram respostas somáticas.
As emoções associadas à falta de dinheiro, escassez de recursos, o medo do futuro e outros problemas relacionados com as finanças, segurança e estabilidade social e profissional podem ser factores precipitantes de certo tipo de estados depressivos em indivíduos predispostos e vulneráveis e que se poderão somatizar nas costas. Este estado bloqueia os músculos, aumenta a fadiga, diminui a circulação sanguínea e oxigenação do cérebro e poderá afectar o estado emocional do indivíduo.
Em termos de problemas e queixas, as mais frequentes são as dores, em particular ao nível das costas.
De facto, a coluna vertebral como eixo central do nosso corpo, é, pela sua natureza e funções, um habitual foco de concentração das tensões emocionais, o que conduz à contracção e enrijecimento dos músculos envolventes, bloqueando a normal circulação e mobilidade, produzindo obviamente dor. Quem nunca sentiu, mesmo numa breve fase de grande stresse, "o peso dos problemas nas costas"?
Quando nos sentimos felizes e tranquilos, a nossa tendência natural é para caminhar olhando para a frente, de peito aberto e coluna alinhada. No entanto, sentimentos como o medo, a raiva, a tristeza, a angústia, a desesperança, o remorso e até a baixa auto-estima, pesam literalmente sobre a nossa coluna, pois em desarmonia, eles funcionam como um cordão que nos puxa para baixo, dificultando inclusive o próprio processo de respiração e consequente oxigenação dos tecidos e órgãos. A dor pode ser extremamente forte e incapacitante, sobretudo se persistir por longo período de tempo.
Aliás, só por si, a dor, mesmo que seja de origem física pode, principalmente se intensa e crónica, conduzir a estados emocionais de irritabilidade, angústia e revolta, gerando-se um ciclo vicioso que não só afecta a qualidade de vida da pessoa (por exemplo a perda de energia e a capacidade e executar determinadas tarefas, dificuldade em dormir, perda de apetite), como lhe acarreta outros problemas, entre eles, os de relacionamento.
A boa notícia é que, quando as emoções encontram uma forma adequada de expressão, o corpo descontrai e a coluna fica livre para cumprir a missão de eixo dos nossos movimentos, sem tanto desgaste ou desconforto.
Neste processo, entram em jogo, entre outros factores, como a personalidade do indivíduo, a sua forma de interpretar as situações, a sua capacidade para expressar e gerir emoções (suas e dos outros) e para resolver os problemas, bem como factores psicossociais. Quanto mais capaz a pessoa é a nível de regulação emocional, menos frequentes e intensas são as suas respostas somáticas.
A regulação emocional constitui mesmo uma das características intrínsecas da inteligência emocional, comprovadamente a que mais contribui para o sucesso pessoal, profissional e social.

A abordagem psicoterapêutica nas dores de costas
Pensar na resolução e tratamento eficaz desta problemática, que é a somatização em geral e a dor nas costas em particular, implica pois a complementaridade das terapias de natureza mais médica e física (ex. relaxamento; exercícios físicos moderados), com uma intervenção psicológica, indo de encontro às necessidades e especificidades de cada indivíduo.
O processo psicoterapêutico contribui por si só para o desbloquear das tensões acumuladas e para a diminuição dos sintomas, ao identificar, perceber e avaliar as emoções subjacentes às mesmas e ao promover formas de expressão emocional adequadas e satisfatórias. A pessoa aprende a evitar a cadeia de reacções emocionais que leva o corpo a responder com sinais físicos, o que passará também pela análise e modificação de certas formas de pensar e de interpretar as situações.
Os dois primeiros passos passam pela aceitação da influência das emoções no aparecimento e/ou manutenção da dor (vencer a ideia existente de se tratar de "loucura ou mania"da pessoa) e pelo acreditar que é possível modificar esse mau estar e que merece ser feliz."
Depois, trata-se de um caminho de descobertas e aprendizagens percorrido pela pessoa com a ajuda do psicólogo, no sentido do auto-conhecimento e aquisição de competências e de mudanças comportamentais (por exemplo a aquisição de comportamentos promotores de saúde), com vista a alcançar o tão desejado e merecido bem-estar físico e emocional, concomitante com o sentimento de realização pessoal e melhoria da qualidade de vida em geral".

A Terapia Floral e os Estados Emocionais
"A saúde é um património nosso, um direito nosso. Constitui a fusão completa e total entre alma, espírito e corpo; e este não é um ideal distante e difícil de atingir, mas tão fácil e natural que muitos de nós o descuramos." Eduard Bach.
A terapia floral, criada pelo Dr. Eduard Bach, a partir de flores e de plantas silvestres, é composta por 39 florais, cada um deles indicado para um estado emocional específico, e pode ser uma ajuda no tratamento de certos estados emocionais associados às dores nas costas.
Os Florais de Bach funcionam por estímulo da capacidade auto-curativa do organismo, conduzindo ao equilíbrio das emoções negativas, ajudando-nos a recuperar o auto-controlo e a sentirmo-nos bem. Não suprimem as atitudes negativas, mas transformam-nas em positivas, estimulando o grande potencial curativo que nos é inerente. Os florais de Bach assentam essencialmente no tratamento do indivíduo e do seu estado emocional e não apenas nos sintomas da doença, actuando na transformação e na evolução pessoal.
Por exemplo, se um indivíduo, em determinada fase da sua vida tem problemas laborais, sentindo-se perseguido por um chefe que critica constantemente o seu desempenho profissional, e, apesar de se considerar um bom profissional, chega mesmo a sentir-se avaliado a todo o instante com a finalidade de "ser apanhado em falso", rapidamente se instalam sentimentos de preocupação face ao futuro (sobretudo à noite, em que os pensamentos tormentosos tiram o lugar ao sono). A pessoa começa a questionar-se sobre as suas capacidades e, em paralelo, surgem sentimentos de raiva, frustração e revolta. Concomitantemente, devido à tensão nervosa a que está sujeito, começa a apresentar queixas de dores nas costas na região dorsal, que em termos simbólicos representa a estrutura e o suporte de vida.
Neste caso específico, na terapia floral poderiam recomendar-se as essências White Chestnut (pensamentos torturantes), Larch (para não deixar de acreditar nas suas capacidades), Holly (para tratar a revolta, sobretudo se passar a encarar tudo o que o rodeia como a causa dos seus males) e eventualmente Rescue (para conseguir restaurar o equilíbrio emocional em situações limite).
Existem outras essências florais que se poderiam recomendar, mas isso obrigaria a um conhecimento mais profundo da personalidade e uma análise das emoções do indivíduo em questão.

De que Forma a Osteopatia pode Ajudar
A Osteopatia baseia-se no princípio da mobilidade e na livre circulação de fluxos nervosos. Segundo a filosofia desta forma de diagnóstico e tratamento, a saúde pressupõe o equilíbrio perfeito entre as componentes físico, mental e emocional, o que se consegue mediante as manipulações e ajustes físicos.
A Osteopatia actua sobre o esqueleto humano enquanto elemento central do indivíduo, no qual muitas vezes se reflectem os erros posturais, o sedentarismo, o stresse e as tensões nervosas e musculares. Pela recuperação e reequilíbrio postural, restabelece o funcionamento normal da coluna vertebral. Desta forma, revela-se eficaz no tratamento de dores nas costas, articulares, musculares e tendinosas.
As técnicas osteopáticas permitem manter as funções biomecânicas normais, aumentar a mobilidade articular, a circulação sanguínea e diminuir a tensão muscular. Promovem também a tonificação muscular, descongestionamento dos tecidos e a diminuição da dor, proporcionando o equilíbrio fisiológico e beneficiando o bem-estar geral do indivíduo.
Os tratamentos desencadeiam os mecanismos auto-curativos do corpo, estimulam a produção de hormonas ao nível cerebral (serotonina, dopamina) que dão a sensação de bem-estar, ajudam a combater o stresse, melhorar o sono e a oxigenar fortemente o cérebro.

A Suplementação Nutricional
Existem algumas substâncias que poderão ajudar a melhorar o humor e a combater determinados estados emocionais.
A resposta do organismo a certos estados de stresse, nomeadamente aos que conduzem a um estado de esgotamento, leva a um aumento do consumo celular de micronutrientes essenciais para fazer face à resposta biológica, aumentando a formação de radicais livres e os níveis de cortisol.
Existem muitos micronutrientes envolvidos no funcionamento cerebral, sendo a maioria dos componentes do tecido cerebral de origem alimentar.

"Moléculas Mágicas"
Para que se dê a síntese dos neurotransmissores cerebrais, é necessária a presença de determinadas substâncias.
Os aminoácidos – Colina - síntese de Acetilcolina (responsável pela memória, concentração e facilidade de aprendizagem); Triptofano e Fenilalanina - síntese de Dopamina (responsável pela motivação, bom humor); Triptofano – síntese de Serotonina (responsável pela tranquilidade, auto-control e humor estável); Ácido Glutâmico – síntese de GABA (responsável pelo relaxamento, sono tranquilo e reparador); Tirosina e Fenilalanina – síntese de Dopamina (responsável pela motivação, bom humor e recompensa)
A Lecitina (presente nos ovos e na soja) é responsável pela síntese de Acetilcolina.
A acção dos radicais livres pode afectar a síntese e funcionamento dos neurotransmissores cerebrais, sendo necessária a suplementação com vitaminas antioxidantes, tais como Vitamina A, E e C.
Os ácidos gordos polinsaturados têm um papel fundamental no funcionamento do cérebro (o cérebro é formado por ácidos polinsaturados), nomeadamente, Ómega 3 de cadeia longa, EPA e DHA, fosfolípidos ricos em colina e lecitina.
Os oligoelementos (Fósforo, Lítio, Manganês, Enxofre) e os minerais (Zinco, Magnésio, Cálcio, Ferro, Cobre, Potássio) têm um papel importante na regulação dos neurotransmissores e contribuem para aumentar o bem-estar e relaxamento psico-físico, combatendo a tensão nervosa e muscular e diminuindo as dores nas costas.
As Vitaminas do Complexo B também desempenham um papel importante no sistema nervoso, contribuindo para o alívio do stresse, que muitas vezes induz as dores nas costas.
A Vitamina C ajuda a manutenção e reparação dos tecidos e alivia a tensão nas costas.
Ao nível da Medicina Ortomolecular, pode ser útil complementar com Orotato de Magnésio e Orotato de Potássio, que ajudam no relaxamento psico-físico e o Orotato de Lítio, que melhora o humor e os estados depressivos.
A suplementação com 5HTP pode ajudar também a controlar o sistema nervoso central e melhorar o humor.
Ao nível da Fitoterapia, o uso de plantas medicinais com acção no sistema nervoso central, tais como o Humulus lupulos (Lúpulo) e a Valeriana officinalis (Valeriana), podem ser util para controlar as dores nas costas. O uso de plantas com propriedades medicinais anti-depressivas, tais como o Hypericum perfortum (Hipericão), pode ajudar a combater as causas que originam dores nas costas.
As diferentes técnicas abordadas permitem e apoiam o bem-estar do corpo, o equilíbrio da mente-corpo e das emoções.
Existem outras técnicas, tais como o Yoga, que podem ser uma ajuda, pois ao mesmo tempo que trabalham o corpo físico, também contribuem para um aumento do relaxamento mental. A meditação conjugada com os exercícios harmoniosos, pode ser uma solução para muitas pessoas ansiosas e que sofrem de dores nas costas, pois permite acalmar a mente e relaxar o corpo.
Tente estar mais consciente dos seus pensamentos e emoções e faça uma introspecção e análise – será que está a reprimir emoções ou sentimentos, como a raiva, ressentimento, frustração, inveja e ciúme?
Tente ter mais compaixão pelos outros, perdoar e, acima de tudo, Amar. Verá que as suas dores nas costas desaparecerão.

 

 

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