A Saúde num Copo de Água!

Aprenda a Escolher: Engarrafada ou da Torneira

A água é um bem precioso, essencial à vida. O corpo humano é constituído por cerca de 70 por cento de água e dela depende a maioria das suas funções orgânicas. Podemos estar alguns dias sem comer, mas sem beber água não é possível sobrevivermos muito tempo. Daí a importância da ingestão diária de água. Descubra de que forma a qualidade da água pode influenciar a sua saúde.

 

Água: A Essência da Vida

A Água esteve na origem do Homem; nas águas reside a sobrevivência da humanidade. Rodier, “L´analyse de l´eau”, 1978

A água é sem dúvida a matéria mais importante para a existência e sustentação da vida. A essência da vida humana reside na água. A própria origem da vida na Terrra parece ter sido num meio aquoso; o feto humano desenvolve-se num meio aquoso (líquido amniótico); o corpo humano é composto por cerca de 70 por cento de água, tal como cerca de dois terços da crosta terrestre (aproximadamente a mesma percentagem). Todas as funções corporais envolvem a presença de água - daí a importância da ingestão da água, para que todas as funções orgânicas (celulares e metabólicas) se processem de forma adequada e se mantenha o equilíbrio homeostático. Sendo a água um elemento essencial à vida, é importante que tenha boa qualidade.

 

A memória da água: O mistério da vida

A água não se resume à molécula H2O. A água transporta uma memória inigualável, que a distingue e a torna única. A água não é toda igual.

Segundo o investigador japonês Masuro Emoto, famoso pelas suas investigações sobre os cristais da água, a água cristalizada e visualizada ao microscópio forma hexágonos, mas a sua estrutura varia de acordo com a sua origem. A água de nascente forma hexágonos regulares de enorme beleza, contrariamente à água da torneira (proveniente de rios e barragens), que dificilmente forma cristais completos. Outro exemplo, é a água potável tratada com cloro, que forma cristais muito aberrantes.

 Isto comprova-se pelas fotografias dos respetivos cristais de água.

Tendo em conta estes dados, obviamente que a qualidade da origem da água que ingerimos influencia o nosso corpo e a nossa saúde, porque ele é constituído maioritariamente por ela. Cada molécula de água transporta uma “memória energética” e, quando a bebemos, ela torna-se parte integrante do nosso corpo.

A vitalidade da água varia de acordo com a sua proveniência; a vitalidade da água proveniente de zonas estagnadas de uma barragem é diferente da vitalidade da água de nascente (comprovada pela observação dos seus cristais ao microscópio).

A água da rede pública, submetida a vários tratamentos físico-químicos, revela menor vitalidade, porque contém a memória da informação das substâncias químicas que incorporou.

 

Água engarrafada ou da torneira: Qual a melhor opção?

O consumo de água mineral engarrafada é um hábito crescente na sociedade portuguesa (cerca de 107,9 litros por habitante). Mas haverá algum fundamento que justifique o consumo de água engarrafada em detrimento da água da rede de distribuição pública?

A água que chega às nossas torneiras é sujeita a diversos processos de tratamento, que asseguram as caraterísticas organoléticas e qualidade microbiológica adequadas ao consumo humano.

Contudo, além de todos processos de tratamento, é preciso ter em conta a pressão a que a água é sujeita ao passar nas canalizações, o que contribui para alterar as suas caraterísticas.

A água da rede de distribuição pública é sem dúvida muito mais barata. Apresenta uma composição de sais de cálcio e outros minerais, mas também vestígios de cloro e de outros produtos químicos, ainda que em doses muito reduzidas. No entanto, revela uma memória energética muito diferente da água mineral natural e de nascente. A água mineral distingue-se da água potável por apresentar uma pureza original (sistema impoluto na origem), sem manipulação humana, proveniente de um aquífero, que mantém um padrão químico imutável no tempo.

As águas minerais naturais e de nascente apresentam uma composição de maior riqueza ao nível de minerais e oligoelementos. São sujeitas igualmente a um elevado controlo microbiológico, idêntico à água da rede pública, mas apresentam diferentes (melhores) caraterísticas organoléticas (paladar, cheiro, cor). São, porém,  substancialmente mais caras. No entanto, se compararmos a relação qualidade/ benefício/preço de algumas águas minerias naturais e de nascente existentes no mercado, podemos fazer escolhas acertadas.

 

Qual é o melhor tipo de água?

O que define a vitalidade da água não é a existência de minerais ou oligoelementos (podemos consumi-los através da fruta e dos legumes), mas sim a informação do que ela contém, dos locais por onde passou e dos processos de tratamento a que foi sujeita. As águas minerais naturais e de nascente contêm a memória de todos os elementos do ecossistema. A água da rede pública contém a memória de todos as substâncias químicas e de todos os processos físicos a que foi submetida.

A qualidade e a memória da água da torneira é bem diferente da engarrafada. Sem dúvida que as águas minerais naturais e de nascente ganham pontos a este nível, sendo preferíveis à da rede pública. No entanto, o seu consumo deve ser alternado, variado e de acordo com a condição de saúde de quem a consome.

A melhor água para beber deve ser lisa (sem gás) e o mais macia possível. As águas com propriedades macias (até 75 mg/l de CaCO3) encontram-se na região norte de Portugal, onde os solos são graníticos. A água da região de Lisboa tem uma dureza média (75-150 mg/l de CaCO3), enquanto que nas regiões de Leiria e do sul de Portugal, as águas são consideradas duras, devido aos solos calcários (150-300 mg/l de CaCO3).

Deve preferir-se o consumo de águas pouco mineralizadas (as águas muito mineralizadas não revelam vantagens fisiológicas acrescidas e podem provocar sobrecarga, pela acumulação orgânica) e com pH alcalino. Porém, o consumo de água depende das necessidades e da condição de saúde de cada pessoa; Por exemplo, quando existe osteoporose, a água muito mineralizada pode ter vantagens; no caso de existirem cálculos renais, é de evitar a água com um grau de mineralização elevado e com um pH ácido.

 

                 Águas Minerais e de Nascente Mais Comuns no Mercado

 

Designação Comercial da Água

Caraterísticas Físico-Químicas

Indicações Terapêuticas

 

 

Caldas de Penacova

 

Água mineral natural muito pouco mineralizada, ligeiramente ácida e silicatada; baixo teor em nitratos e nitritos

Efeito diurético (cálculos urinários); benéfica na hipertensão; recomendada para preparação de biberões e alimentos infantis; riqueza em silício permite indicações: nos processos de cicatrização do tecido cutâneo e doenças de pele (dermatoses, eczemas e psoríase); papel importante no funcionamento cardiovascular; aparelho digestivo (refluxo gástrico e biliar, colite átona); doenças do aparelho urinário (Insuficiência renal e cálculos renais)

 

 

Fastio

Água mineral natural com caraterísticas físico-químicas estáveis, proveniente de terrenos graníticos; baixo teor em sais minerais (34,0 +/- mg/l) – hipossalina silicatada (rica em silica); ph aproximado de 6,00.

É uma das mais conhecidas e antigas águas minerais de Portugal. É inquestionavelmente uma água de grande qualidade com caraterísticas de mineralização muito ao gosto do consumidor português e de agradável paladar.

Tratando-se de um produto alimentar, não possui indicações terapêuticas, no entanto e devido ao facto de ser uma água hipossalina e ligeiramente ácida, são-lhe atribuídas propriedades diuréticas, sendo por isso adequada para eliminar as toxinas do organismo.

 

 

Luso

Água mineral natural, hipossalina (muito pouco mineralizada), designada como levíssima, “doce”; caraterísticas físico-químicas de grande estabilidade

Pelas suas caraterísticas químicas é indicada principalmente para:  regimes pobres em sódio – hipertensos (dado o seu baixo teor em sódio); beleza da pele (considerando o seu alto teor de silica); preparação de alimentos para bebés (devido à sua baixa mineralização, especialmente do ião Nitrato e ausência de Nitrito; Na sua vertente termal: propriedades na prevenção e tratamento de reumatismo, doenças dos rins e do aparelho circulatório, além da redução dos níveis de colesterol.

 

Cruzeiro

Água pouco mineralizada, “moderadamente doce”, com leve reação ácida

É uma água com ótimas caraterísticas para o consumo, dado a sua composição química muito equilibrada – interessante e exclusivo teor em magnésio e potássio, além de outros sais, que a levaram a ser escolhida pelas seleções nacionais de Futebol.

 

Monchique

Água pura e cristalina, paladar levemente doce, fortemente mineralizada, com teor caraterístico de sódio, bicarbonato e flúor.

Apresenta pH alcalino – 9,3; silício total – 14 mg/l

Benefícios para a saúde reconhecidos: funcionamento do aparelho urinário, prevenção da cárie dentária, formação e consolidação dos ossos;

Ajuda no sistema digestivo; torna a pele mais sedosa e macia e o cabelo mais brilhante e limpo, sem caspa.

Serra

da Estrela

Água  de nascente pura e cristalina, captada na rocha

granítica a 1200 m de altitude; caraterísticas hipossalinas (baixa mineralização); um dos mais elevados teores de bicarbonatos e um dos mais baixos teores de cloretos; Silicatada bicarbonatada sódica hipossalina;

Útil nas doenças do aparelho digestivo (bicarbonatada) e aparelho urinário;

Indicações do termalismo: doenças imunológicas, doenças do aparelho digestivo e urinário (cálculos renais)

 

 

 

Glaciar

Água de nascente, a mais leve de todas as águas (resíduo seco: 22 mg/l); pouco mineralizada; ligeiramente ácida; captada a cerca de 1400 m de altitude na zona protegida da Serra da Estrela, numa das encostas do maior vale de origem glaciar.

Água premida e considerada uma das melhores do mundo, pelas suas caraterísticas organoléticas; é aconselhada ao bom funcionamento renal, água de composição equilibrada, adequada à preparação dos alimentos infantis e ideal para ser consumida diariamente; o seu teor baixo em sódio torna esta água amiga do coração – ideal para regimes pobres em sódio, nomeadamente, nos indivíduos hipertensos.

Dada a sua fraca mineralização, desempenha papel importante na manutenção das funções orgânicas.

 

 

Vitalis

Água mineral natural; leve; pouco mineralizada (hipossalina) – 54 mg/l; Equilibrada na composição de sais minerais; pH 5,7 (ácido); Captada do Parque Natural da Serra de S. Mamede.

Associada a grandes eventos desportivos; patrocina diversas atividades desportivas; remineralizante; revitalizante; hidratante;

 

Caramulo

Água de nascente da Serra do Caramulo; caraterísticas graníticas; pouco mineralizada; pH ácido;

Benéfica para o aparelho urinário; dada a sua fraca mineralização pode ser indicada para regimes pobres em sódio, nomeadamente, em indivíduos hipertensos; remineralizante;

 

 

 

Vimeiro

Água mineral natural; rica em minerais (Cálcio, magnésio e bicarbonato) – a água mais mineralizada do mercado; pH neutro;

Com caraterísticas essenciais ao organismo; ideal para o consumo regular – grávidas, bebés e crianças; dada a  sua riqueza em bicarbonato, apresenta propriedades digestivas e diuréticas; sendo útil no alívio das cólicas dos bebés (devido ao bicarbonato); devido ao facto de apresentar um pH neutro, está indicada nos desportistas – ajuda a neutralizar o ácido lático produzido durante o exercício, ajudando à recuperação do esforço, aumentando o rendimento físico; promove a hidratação prolongada; auxilia no processo digestivo e funcionamento renal; promove o fornecimento dos minerais essenciais; evitar quando existe excesso de minerais (cálcio) e cálculos renais (uso prolongado).

      

Alternativas ao Tratamento da Água da Torneira

Se optar por consumir água da torneira, tem de ter em conta que ela foi sujeita a inúmeros processos de tratamento e adquiriu uma “memória energética” que deve ser de algum modo eliminada. Se pretender beber “água pura”, o melhor é sujeitá-la a alguns processos de tratamento artesanais e domésticos. O procedimento mais fácil e básico é ferver a água. A partir do ponto de ebulição da água, dá-se a alteração da molécula da água e isso permite que ela elimine as “memórias” que adquiriu e elimine as substâncias tóxicas incorporadas. Este é o método ideal para tratar águas de pouca qualidade em termos microbiológicos e transformá-la em água potável.

Existem alguns métodos de tratamento da água da rede de distribuição pública, nomeadamente:

Filtragem da Água – Através de decantadores, filtros de carvão vegetal (retêm partículas orgânicas), filtros de argila (retêm partículas) e filtros finos (filtram os detritos contidos na água). Existem várias soluções disponíveis no mercado.

Destilação – O processo de destilação permite que a água, ao passar por uma espiral, retenha as impurezas e depois de evaporar, passe ao estado líquido. Permite que se dê a alteração da estrutura da molécula da água e a perda da “informação” nela contida.

Fervura – Colocar a água numa panela, deixá-la ferver até ao ponto de ebulição e depois de evaporar, os resíduos ficam depositados no fundo da panela. É aconselhável realizar este processo nas águas com dureza elevada ou com caraterísticas organoléticas inadequadas ao consumo.

Purificação – Processo realizado através da técnica de Osmose Inversa, em que se recorre à utilização de uma membrana muito fina, com poros muito reduzidos, que permitem aumentar a pureza da água. Estes filtros de osmose inversa poderão ser incorporados nas canalizações domésticas.

 

Recomendações para a Escolha da Água

Deve alternar-se entre o consumo de águas minerais naturais e de nascente e a água da torneira (caso as suas caraterísticas o permitam) ou recorrer a alternativas de tratamento doméstico.

Se optar pela água engarrafada, adquira-a em locais em que haja renovação constante de stocks (evitar alterações das caraterísticas da água pela ação de fontes de calor e de luz).

Prefira águas pouco mineralizadas, de preferência de nascente e com pH alcalino. É aconselhável consultar o rótulo da embalagem, onde poderá verificar o grau de mineralização total (resíduo seco), conteúdo de sódio e grau de acidez da água.

Evite o consumo de águas minerais gaseificadas.

Compare os preços das águas minerais naturais e de nascente e analise a relação qualidade/ benefício-preço na altura de escolher uma marca de água. A escolha de águas minerais ou de nascente de “marca branca” de certos hipermercados, poderá constituir uma boa opção.

 

 

 

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